quarta-feira, 20 de março de 2013

TERAPIA MANUAL E POSTURAL
Por definição da IFOMT (International Federation Orthopaedic Manipulative Therapists) "A terapia manual ortopédica é uma área especializada da fisioterapia para a abordagem das condições neuro-músculo-esqueléticas, baseada no raciocínio clínico, empregando abordagens de tratamento altamente especializadas, incluindo técnicas manuais e exercícios terapêuticos". A escola médica que se baseia na teoria de que o corpo é um organismo vital no qual a estrutura e a função estão coordenadas. A enfermidade é uma perturbação de uma ou de outra, e a terapia é uma restauração manipuladora dessas anomalias (Comitê Americano de Terminologia Osteopática).
Na Terapia Manual estão compreendidas as seguintes técnicas:
 Terapia miofascial;
 Método Jones (distensão e contra-distensão);
 Mobilização do Sistema Nervoso;
 Manipulação Craniana;
 Manipulação Visceral;
 Manipulações e Massagem Transversa Profunda da Medicina Ortopédica de Cyriax;
 Método Mulligan;
 Método Maitland;
 Método Mackenzie;
 Podoposturologia;
 Osteopatia;
entre outras.
Sabe-se que o corpo humano é uma estrutura integrada, demonstrando que a forma e a função das estruturas são indissociáveis e inter-relacionadas. Assim sendo, é necessário uma investigação ampla de todo o organismo que é afetado por acometimentos físicos e psicossomáticos para uma reabilitação adequada. Deste modo, os princípios da Terapia Manual seguem o tratamento da disfunção, não da patologia, nem tão pouco dos sintomas ocasionados pela mesma.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fisioterapia, Quiropraxia ou Educação


A COMPARISON OF PHYSICAL THERAPY, CHIROPRACTIC MANIPULATION,
AND PROVISION OF AN EDUCATIONAL BOOKLET FOR THE TREATMENT
OF PATIENTS WITH LOW BACK PAIN


DANIELC. CHERKIN, PHD., RICHARDA. DEYO, M.D., M.P.H., MICHELEBATTIÉ, PH.D., R.P.T.,JANETSTREET, M.N., C.P.N.P.,ANDWILLIAMBARLOW, PHD.


ABSTRACT

Background and Methods
There are few data on
the relative effectiveness and costs of treatments for
low back pain. We randomly assigned 321 adults
with low back pain that persisted for seven days after
a primary care visit to the McKenzie method of
physical therapy, chiropractic manipulation, or a minimal
intervention (provision of an educational booklet).
Patients with sciatica were excluded. Physical
therapy or chiropractic manipulation was provided
for one month (the number of visits was determined
by the practitioner but was limited to a maximum of
nine); patients were followed for a total of two years.
The bothersomeness of symptoms was measured
on an 11-point scale, and the level of dysfunction
was measured on the 24-point Roland Disability Scale.

Results
After adjustment for base-line differences,
the chiropractic group had less severe symptoms
than the booklet group at four weeks (P=0.02),
and there was a trend toward less severe symptoms
in the physical-therapy group (P=0.06). However,
these differences were small and not significant after
transformations of the data to adjust for their
non-normal distribution. Differences in the extent of
dysfunction among the groups were small and approached
significance only at one year, with greater
dysfunction in the booklet group than in the other
two groups (P=0.05). For all outcomes, there were
no significant differences between the physical-therapy
and chiropractic groups and no significant differences
among the groups in the numbers of days
of reduced activity or missed work or in recurrences
of back pain. About 75 percent of the subjects in the
therapy groups rated their care as very good or excellent,
as compared with about 30 percent of the
subjects in the booklet group (P<0.001). Over a twoyear
period, the mean costs of care were $437 for the
physical-therapy group, $429 for the chiropractic
group, and $153 for the booklet group.

Conclusions
For patients with low back pain, the
McKenzie method of physical therapy and chiropractic
manipulation had similar effects and costs, and
patients receiving these treatments had only marginally
better outcomes than those receiving the minimal
intervention of an educational booklet. Whether
the limited benefits of these treatments are worth
the additional costs is open to question.

(N Engl J Med 1998;339:1021-9.)
©1998, Massachusetts Medical Society.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Artroplastia de Quadril



A cirurgia de artroplastia de quadril, também chamada de prótese de quadril, é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo substituir estruturas compostas por materiais artificiais.

Articulação é a conexão existente entre dois ou mais ossos.
A substituição é feita com a utilização de implantes permanentes, as próteses. As próteses podem ser feitas com diferentes materiais, como metal, cerâmica ou polietileno. A artroplastia pode ser total ou parcial.

Artroplastia Total: é a substituição tanto do componente femoral (cabeça do fêmur = osso da coxa) quanto ao componente acetabular (região da bacia onde a cabeça do fêmur se encaixa), quando os dois estão alterados. Consistindo em componente femoral (osso da coxa) articulado com um componente acetabular (osso da bacia).

Artroplastia Parcial: consiste na substituição apenas do componente femoral (cabeça do fêmur = osso da coxa) com preservação do acetábulo do paciente, que obrigatoriamente deve ser normal.

Existem diferentes tipos de próteses:

Prótese Cimentada: é utilizado cimento ósseo (poli-metil-metcrilato) para fixação do componente acetabular (região da bacia onde a cabeça do fêmur se encaixa) e da parte femoral (cabeça do fêmur = osso da coxa) no fêmur. É normalmente usada em pacientes com idade mais avançada.

Prótese não Cimentada: as partes acetabular e femoral são fixadas diretamente na superfície óssea, sem utilização de cimento. São indicadas para pessoas mais jovens e com boa qualidade óssea.

Prótese Hibrida: o componente acetabular é fixado à bacia diretamente na superfície óssea e o componente femoral é fixado com cimento.
Prótese Cefálica Unipolar ou Bipolar: usadas em idosos, com fratura de colo do fêmur, que precisam de um período acamado curto.

Endoprótese: usada em substituição de grandes segmentos ósseos, como em caso de tumores que comprometem a parte superior do fêmur.
Prótese em copa: pouco usada, pode ser usada em pacientes com fratura de acetábulo quando as condições de saúde não são favoráveis para permitir uma cirurgia mais longa.

Normalmente as próteses cimentadas são mais utilizadas em pessoas idosas e as não cimentadas em pessoas mais jovens com melhor qualidade óssea. Na Fisioterapia pós-operatória, o tempo de uso de muletas ou andador será diferente para cada caso. O tratamento fisioterapêutico na fase pré-operatória deve ter o objetivo de prevenir as complicações respiratórias, motoras e evitar as escaras de decúbito. Já na fase pós-operatória o paciente será orientado sobre exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, posicionamento adequado do membro operado, e dicas sobre atividades de vida diária.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nova Medicina Germânica


CÂNCER DE MAMA e NOVA MEDICINA GERMÂNICA (GNM)

Programa Especial da Naturaza com Pleno Sentido Biológico
Escrito por Dr. Ryke Geerd Hamer

Para a GNM existem, dois tipos de câncer de mama: câncer das glândulas do seio e câncer dos canais intradutais. Cada um deles possui seu Foco de Hamer (FH) em diferentes áreas do cérebro.

Conteúdo do Conflito em cada caso:
A - O câncer glandular da mama tem seu FH no cerebelo e formará tumores adenóides compactos, tumores que envolvem a capa mesodermal antiga;
B - O câncer dos canais intra dutais tem seu FH no córtex cerebral, córtex sensível para ser mais exato, desenvolverá carcinomas do epitélio escamoso e se origina da capa dérmica ectodermal.
Estas manifestações atendem as regras da lateralidade. Uma mulher destra responde com o seio esquerdo, se sofrem conflito do tipo mãe-filha ou filha-mãe, mas responderá com o seio direito se tem um conflito do tipo companheiro, seus companheiros incluem os companheiros da vida, tais como o marido, um amigo, ou amiga, irmão, irmã, seu pai ou inclusive seu sócio, ou sócia em algum negócio. Para a mulher canhota serão afetados os seios opostos.
É preciso uma razão para desenvolver cânceres intra dutais ou glandulares. A natureza especifica das emoções envolvidas em um conflito determina a precisa localização no cérebro, que se verá afetado pelo choque conflitivo (DHS) e afetará o duto ou a glândula.
O câncer glandular do seio tem a ver com o ninho da mulher no sentido em que sofre uma “briga ou disputa”, “de preocupação” que ocorre em seu ninho. A preocupação pode envolver a saúde de um ser querido, ou inclusive “ser despejada de seu ninho pela própria mãe”. O assunto, no seu mais amplo significado, sem duvida, é a separação de um ente querido.
O câncer dos dutos tem a ver, de forma muito especifica, com o conflito de, "a minha criança, a mãe, ou o parceiro foram arrancados do meu peito!" Novamente ele é um conflito de separação e as regras de lateralidade também se aplicam aqui.
Localização no cérebro
Como se mencionou anteriormente, cada um destes cânceres tem formação histológica diferente e seus FH cerebrais em locais diferentes.
Como o câncer glandular tem sua origem no cerebelo, ou cérebro antigo, o tecido começa a se multiplicar no órgão desde o momento em que começa o conflito específico, e deixa de crescer assim que o conflito esteja resolvido.
Por outro lado o câncer intra dutal tem sua origem no córtex sensível (cérebro) ou cérebro novo, desenvolvendo úlceras ou degeneração celular no epitélio escamoso dos canais durante a fase ativa do conflito. Assim que o conflito é resolvido este tecido participa de uma fase de reparação e começa a aumentar o número de células epiteliais escamosas, levando a um inchaço que em um dado momento obstrui o canal e se identifica como o assim chamado tumor. Se esta manifestação escapa da detecção o tal tumor se degrada ou se calcifica, não constituindo razão para se preocupar.
Há casos em que a totalidade do córtex sensível pode ser afetada, levando a paciente a desenvolver problemas cutâneos bem específicos, na parte interior do braço, mão, ventre e parte interior das pernas, se é que tenha sofrido conflito de separação tipo mãe-filha. Se o conflito é de separação do companheiro, pode desenvolver problemas cutâneos na parte externa do braço e da perna. O lado do corpo que se verá afetado dependerá de sua lateralidade (direita ou esquerda / destra ou sinistra).
O sentido biológico atrás dessas manifestações tem a ver onde ela pode assentar uma criança (no seu regaço), pegar a criança (nos seus braços) segundo a sua lateralidade, ou com respeito a um companheiro, “que lado ela pode usar para se defender, esbofetear, ou repelir, ele ou ela”.
Metástase
Se uma mulher sofre um conflito de desvalorização como conseqüência do DHS original que lhe causara o câncer, ou melhor, como resultado talvez do DHS produzido pelo diagnóstico, suas glândulas linfáticas também se verão afetadas.
As glândulas linfáticas se originam em uma capa dérmica embrionária diferente (o novo mesoderma) e portanto seu FH cerebral está em uma localidade totalmente distinta no cérebro. Estes tecidos se comportam tal como o dos canais, sofrem perda ou degeneração durante a fase ativa do conflito e se regeneram ou aumentam, formando um tumor, na fase de solução do conflito de autodesvalorização.
Naturalmente a ciência tem observado isto e o tem chamado de “metástase”, por falta de melhor explicação. Entretanto reforçamos que, se os tumores são causados por capas embrionárias distintas e tem localização cerebral diferente, não é possível explicar isto como metástase.
Afirmamos que as capas embrionárias primárias, não podem transformar-se uma em outra, uma vez que tenham completado seu desenvolvimento no corpo.
Logo, qual é a causa da metástase. Descobrimos que o câncer é iniciado por um DHS (um choque conflitivo) e, portanto, o progresso ou desenvolvimento do câncer ou metástase, depende de DHS’s sucessivos.
Por exemplo, o choque de uma amputação do seio (conflito de desfiguração) pode resultar em um câncer de pele sobre as cicatrizes cirúrgicas, ou um profundo conflito de autodesvalorização (sou menos do que era antes) e este pode resultar em um câncer de ossos, o choque causado pelo diagnóstico de câncer ósseo pode conduzir a um “conflito de susto mortal” levando a um câncer pulmonar, posto que agora, acredita-se que o câncer se espalha como “um incêndio florestal” através de nosso corpo.
Dados os descobrimentos da Nova Medicina Germânica e as Cinco Leis Biológicas, a metástase, no sentido convencional, não existe.
A Microfisioterapia e a Nova Medicina Germânica se complementam no tratamento das causas de diversas doenças.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Doenças psicossomáticas




Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo e que todas as doenças têm origem em um estado de não-perdão.
Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.

A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise.

DOENÇAS / CAUSAS:

AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorizaçã o.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro (a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro
suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIRÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos, principalmente daqueles que escondemos de nós.

Lembre-se: Praticar o bem faz bem!!!
'Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma'.

Dr. Bruno Cabral
Fisioterapeuta
contato: 11 9892 3225

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Body Talk



Body Talk System

Traduzido literalmente significa Sistema de Fala Corporal, também conhecido por BTS, é uma técnica de diagnóstico e tratamento recentemente difundida nos Estados Unidos para buscar o equilíbrio corporal e o bem-estar físico. Mundialmente, assim como aqui no Brasil é conhecido apenas como “Body Talk”. A estratégia usada na sua criação foi a de unificar a sabedoria de medicinas milenares como a medicina tradicional chinesa e a quiroprática (medicina feita com as mãos), com conhecimentos atuais como a cinesiologia (ciência que análisa os movimentos do corpo) e a medicina moderna.

O Body Talk foi criado pelo médico acupunturista australiano John Veltheim, entre 1990 e 1995. Veltheim clinicou por mais de 20 anos em Brisbaine, na Austrália, onde ministrava aulas de várias terapias complementares como acupuntura e quiroprática. Pós-graduado em filosofia e teologia, sua área de pesquisa foi focada no sentido de desenvolver técnicas que tratem a alma, as emoções, e ao mesmo tempo o corpo, de forma unificada. Consta ainda que o próprio Veltheim teria ficado doente, com síndrome da fadiga crônica, tendo sido curado por um quiroprata. Esse fato foi um dos determinantes que o aproximou dessa técnica, e fez buscar um sistema de cura com toques no corpo. Assim surgiu o Body Talk.
Em 1998, Veltheim começou a divulgar suas idéias nos Estados Unidos, onde ganhou rapidamente muitos adeptos e muita notoriedade. Isso fez com que o Body Talk se difundisse pelo mundo de forma rápida. Sendo encontrado, hoje em dia, na maioria dos países chamados de desenvolvidos, inclusive no Brasil.

O Body Talk parte do princípio que o corpo possui uma inteligência inata que busca a cura e o equilíbrio todo o tempo. Isso nos mantém bem e saudáveis, e é chamado de homeostase pela medicina. Quando esse sistema fica bloqueado, surgem as doenças. Isso é ocasionado por uma quebra da comunicação entre órgãos e células do organismo acompanhado pelo acúmulo de uma energia nociva. O papel da terapia é desfazer esses bloqueios, eliminar a energia negativa, restabelecer a comunicação entre as células e recuperar a homeostase e o equilíbrio corporal.

O nome Body Talk vem da forma como é feito o diagnóstico nessa técnica. Ao tocar e mexer com o corpo do paciente, o terapeuta identifica quais as musculaturas que estão mais rígidas e com menor mobilidade, assim como regiões da pele sensíveis ao toque. De posse desses dados o terapeuta identifica quais órgãos e funções estão mais afetados e quais precisam ser tratados – com se o corpo falasse por si mesmo.

O tratamento é feito de forma muito semelhante. Usando a interposição das mãos e técnicas de mentalização, o terapeuta busca desfazer os bloqueios e remover as energias nocivas. Alguns terapeutas também empregam técnicas de manipulação como as da quiroprática e *cinesioterapia, para desbloquear grupos musculares.

A base de dados Pubmed (da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, considerada a maior base de dados médicos do mundo) só exibe seis trabalhos publicados sobre Body Talk. Todos são trabalhos descritivos de como é a técnica ou relatos de bons resultados clínicos, mas sem dados estatísticos ou grupos de controle, o que não possui valor do ponto de vista da ciência moderna.
Entretanto, os relatos clínicos de pacientes que se submeteram a essa técnica são muito impressionantes, pela rapidez e intensidade da melhora de diversos problemas de saúde. Isso é um fator que tem trazido novos pacientes, e torna a técnica muito atraente para estudos científicos. De forma geral o Body Talk pode ser usado como terapia complementar em qualquer tipo de doença visando melhorar os resultados e potencializar outros tratamentos, como os da medicina convencional.

*É uma parte da cenesiologia voltada a terapia, que utiliza os movimentos do corpo como instrumento terapêutico

by Alex Botsaris

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Psicossomática - estudo de caso


No começo de 2010 recebi uma senhora, queixando-se de lombociatalgia direita, ou seja, uma dor que se inicia na região baixa das costas; passa pelo glúteo e desce pela perna direita. Ao questioná-la a respeito da dor, me contou que sentia essas dores há muitos anos, desde o nascimento do primeiro filho, e que elas iam e voltavam sem motivo aparente. Foi ao ortopedista que lhe pediu exames de raios -X com diagnóstico de escoliose (desvio lateral da coluna) lombar e retificação da curvatura cervical (pescoço). Perguntei-lhe então sobre os órgãos, fígado, estômago, intestinos, etc.; disse-me que sofria de gastrite. Perguntei se havia mais alguma queixa e após breve período pensando, respondeu que sentia dores nos joelhos devido a uma lesão meniscal. Pedi pra que se deitasse na maca de barriga para cima. Ao palpar lhe o pescoço pude perceber grande tensão muscular seguida de rigidez vertebral, ou seja, o pescoço estava parecendo uma barra de ferro. Manipulei sua nuca enquanto aguçava minha percepção fechando meus olhos e reparei que o lado esquerdo estava bem mais tenso. Pedi para que girasse a cabeça à esquerda e à direita. Ela apresentava grande dificuldade nesses movimentos, porém para a esquerda era bem mais difícil. Feito isso levantei e fui testar os membros inferiores. Realizei um teste ortopédico chamado Teste de Lazegue onde o terapeuta ergue a perna do paciente com o joelho estendido. O teste foi positivo com a paciente referindo dor na porção posterior da coxa indo para o glúteo. Após esse acontecimento iniciou-se o seguinte diálogo:

- Há quanto tempo mesmo a senhora tem essa dor?
- Desde que meu filho nasceu.
- E a senhora teve alguma complicação na hora do parto?
- Não, foi tudo bem. Nasceu até que rápido.
- E a senhora quando estava grávida teve algum problema com sua mãe?

Ela deu um suspiro arregalou os olhos e disse:

- Sabe Dr. Bruno quando eu fiquei grávida e fui falar pra minha mãe ela me abandonou! Foi muito triste!

Então comecei a traçar o raciocínio pscicossomático em voz alta junto à paciente:

- Olha, o lado esquerdo simboliza o feminino e o direito o masculino. O que acontece com o seu pescoço é que a senhora deve ser uma pessoa muito rígida de pensamentos por isso seu pescoço é rígido e também tem essa dificuldade de girar para a esquerda porque não quer olhar, encarar essa situação em relação a alguma mulher, que no seu caso acredito ser sua mãe.

Então ela respondeu:
- É; realmente sou muito rígida nos meus pensamentos!
- Já essa dor na lombar, indo para a perna direita, significa que você tem algum problema na sua base familiar, pois o lugar onde a senhora tem a dor é justamente na base de sua coluna, é o seu alicerce. E dói quando levantamos a perna estendida, que significa um passo à frente. A senhora consegue perceber que se estivéssemos de pé e fizéssemos esse mesmo movimento é como se estivéssemos dando um passo?
- Você tem razão! Mas o que isso quer dizer?
- Quer dizer que a senhora não quer avançar em relação a sua mãe, não quer dar esse passo à frente.
- Não Dr. Bruno isso tudo já esta resolvido faz tempo.
- Então repara se quando a senhora tem algum problema e se sente abandonada ou tem alguma situação com sua mãe se as dores não pioram?
- Tá bom vou tentar perceber.
- E a gastrite a senhora sabe o que significa?
- Não, o que Doutor?
- Significa que a senhora não digere certas situações e junto com esse queixo para baixo que a senhora também tem engolido muitas coisas que não gosta.
- AH! Isso é verdade!
Então me contou sobre outras vezes que teve gastrite e conseguiu fazer essa relação.

Após isso; pedi para que fizesse um exercício, escrever uma carta como se estivesse conversando com a pessoa, no caso a mãe dela, e depois queimar. E avisei sobre a importância desse trabalho e sobre sua dificuldade. Ela me olhou com uma cara de quem iria fazer, somente por que eu estava a pedir.
Na outra sessão ela chegou com muita alegria dizendo se sentir bem melhor. O pescoço continuava tenso, porém com menor intensidade. Pedi que se deitasse e fui trabalhando seu pescoço, massageando, alongando; então perguntei se tinha escrito a carta. Ela levou um susto e disse:

- Dr. Bruno você não acredita! Escrevi a primeira linha e derrepente começou a me dar uma sensação tão ruim! Senti uma coisa no estômago subindo pela garganta, uma vontade de...
- De que? Perguntei.
- Deixa pra lá. Daí, fiquei com vontade de chorar, rasguei a carta e joguei fora.
- A senhora chorou?
- Não.
- Então, a senhora lembra que te falei que seria muito difícil escrever essa carta, pois teria que colocar muitas coisas para fora, e a senhora contou que já havia superado tudo isso? Pois é, se estivesse tudo superado nada disso teria acontecido. E além do mais a senhora acabou guardando esse choro mais uma vez.

Ela concordou dizendo que não imaginava que ainda tinha essas magoas e que escreveria essa carta assim que pudesse.
Na outra sessão, mesma coisa, coloquei-a deitada e fui trabalhando seu pescoço quando perguntei sobre a carta e ela respondeu que não havia tido tempo.

Isso é comum acontecer durante o tratamento quando temos que remexer com coisas guardadas há muito tempo. Encaminhei-a para o psicólogo onde realiza tratamento logo após sua sessão comigo. Tem melhorado a cada dia e hoje compreende melhor seus problemas e suas dores. Continuamos a fazer o tratamento físico com o RPG e mais o tratamento psicológico com um psicólogo. No caso dessa paciente, ela possui uma alteração estrutural na coluna que piora com o fator psicoemocional, logo precisa de um tratamento físico e um emocional em conjunto.

E assim procedo com a maioria dos meus pacientes, usando a avaliação e tratamento postural (RPG), a leitura corporal psicossomática e a Microfisioterapia que me mostra muitas emoções vividas pelos pacientes e que trouxeram algum tipo de trauma em suas vidas, sejam elas emoções conscientes ou inconscientes, pois acredito que uma dor nunca é simplesmente por um fator causal e sim multifatorial, excluindo-se é claro os traumas diretos como a quebra de uma perna devido a um acidente de carro por exemplo.

Dr. Bruno Cabral
Fisioterapeuta, Microfisioterapeuta, RPGista
Contato: 11 9892 3225